A maior parte do nosso corpo é composta por água, mais precisamente 65%, quando se é adulto. Isso quer dizer que a água faz parte de todas as reações fisiológicas que acontecem em nós: lubrificação, transporte, controle da temperatura, estrutura e difusão dos gases.Para o esporte todas as funções são necessárias estarem funcionando de forma eficiente:
- A lubrificação das articulações
- O transporte de nutrientes para o músculo;
- A estrutura das células corporais ditará sobre a saúde destas, em termos de imunidade, além de trazer a estética corporal mais desejada.
- As trocas de Oxigênio e CO2 principalmente quando se hiperventila.
- Controle da temperatura que ajudará a resfriar o corpo, conforme se vai superaquecendo.
- Falando mais sobre o último, pois é onde perdemos mais água durante a atividade, o mecanismo se dá da mesma forma de quando nos queimamos em uma panela ou com o ferro de passar roupa: logo mergulhamos a região em uma água corrente. No exercício, transpiramos. Ao gastar energia, produzimos calor, por isso, inclusive, medimos a caloria, isto é, a quantidade de calor que é liberada durante uma atividade. Esse calor se dissipa pela pele de forma natural, no entanto, em uma alta intensidade de exercício esse calor se acumula podendo “queimar” o corpo. As funcionalidades do corpo que precisam de uma temperatura ideal para funcionar, param de funcionar e começamos a sentir uma série de sinais e sintomas: enjoo, cansaço, dor de cabeça, tontura, vômito, diarreia, podendo até levar ao coma. Uma perda acima de 2% do peso corporal já traz grandes prejuízos para a performance e a saúde do indivíduo. Por isso precisamos nos hidratar, para se ter um eficiente resfriamento do corpo, sem prejudicar as outras funções do corpo, das quais a água é responsável.
Claro que um banho ou gelo ajudariam também!
Esse mecanismo de resfriamento acontece com a ajuda dos eletrólitos, mais precisamente com o sódio. Sabe o processo de desidratação de uma carne seca? Pois bem, se coloca sal em cima e a água sai da carne. Sim, quimicamente o sódio é o dono e a água é o cachorro, onde o sal vai a água vai atrás. No nosso corpo não é diferente, eliminamos primeiro o sódio para depois a água sair e, inversamente também acontece, para absorver a água precisamos ingerir sódio. Quanto mais sódio ingerimos, mais água precisamos beber. Quanto mais transpiramos mais sódio precisamos ingerir.
Então não adianta nada eu só beber água durante o exercício? Também preciso de sódio?
SIM.
Sabendo disso, surgiram os isotônicos que tem a proporção ideal de eletrólitos e água que potencializam a absorção. Junto a isso, está incluído o carboidrato que também auxilia na absorção mútua dos 3 e, ainda, ajuda a repor a energia de forma imediata que está sendo gasta durante o exercício. Os géis de carboidrato também têm eletrólitos, em diferentes quantidades, e têm a função de diminuir o volume que se está carregando durante o exercício, sendo necessário somente adquirir a água no percurso.
A taxa de sudorese é muito individual, no geral, são de 300 a 600 mg de sódio que se perdem por hora de exercício, junto com 1-2 litros de água, por isso, só um nutricionista para avaliar e indicar qual a melhor forma de se reidratar durante um exercício.





